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O corpo de investigação é a divisão militar especializada em lidar com gigantes. Os soldados desta divisão se focam na pesquisa sobre os gigantes e na exploração de território atrás de recursos.

A sua insígnia é as asas da liberdade, pois a divisão simboliza a esperança de que a humanidade um dia se liberte do domínio dos gigantes. Soldados do corpo de investigação são famosos por serem em média mais habilidosos que os de outra divisões.

Deveres

Esta divisão do exército é responsável pela exploração e eventual reconquista de território humano das terras infestadas de titãs ao redor das muralhas que demarcam o reino. Antes da destruição da muralha Maria no ano 845, o corpo de investigação explorava o território externo, embora nunca indo muito longe e sempre sofrendo pesadas baixas, o que gerava críticas civis sobre sua existência.[1]

Nos 5 anos entre a perda do território e o ano de 850, a divisão se focou em carregar suprimentos de Trost a Shiganshina para selar a brecha da muralha Maria e recuperar território essencial. Recentemente a divisão se focou bastante no estudo de titãs, e muita coisa foi descoberta sobre sua biologia por causa da evacuação da muralha Maria, pois o processo de estuda-los tornou-se mais seguro. Descobertas recentes sobre gigantes incluem sua tolerância a dor, dependência da luz do sol e inteligência.

Conduta e patriotismo

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A realidade dos soldados de investigação, tendo seus companheiros devorados.

Devido ao contato constante com gigantes, o risco de fatalidade entre soldados novatos do corpo de investigação alto, cerca de 50% na primeira missão, embora a experiência de batalha reduza este risco exponencialmente.[2] Menos de 10% dos recrutas do exército entram para esta divisão pela falta de glória e conforto que ela oferece a seus membros. Isso causa uma grande deficiência no número de soldados no corpo de investigação, mas também assegura que todos os membros sejam dedicados à causa da humanidade, e ao contrário da polícia militar, não há moleza, incompetência ou corrupção na divisão. Soldados de investigação confiam demasiadamente um no outro, o que ocasionou no surgimento do conceito dourado da filosofia da divisão, a honestidade. Um membro do corpo sempre dirá a verdade ao outro, e esperará ser tratado do mesmo modo, não importando as circunstâncias.

Apesar de abominarem a mentira, membros do corpo de investigação possuem um orgulho maior até que o da polícia militar, sempre tendo em mente serem a melhor das divisões. Este comportamento é porém compreensível, pois grande maioria das descobertas que a humanidade faz estão diretamente relacionadas com a perda de inúmeros desses soldados.

Estrutura

57th Expedition Beyond Walls.png

Membros do corpo durante uma expedição.

O número de soldados no corpo de investigação nunca ultrapassa o de 300, e por causa das baixas sofridas constantemente, nem chega a tanto, sendo a menor divisão do exército. 4 líderes de esquadrão servem diretamente ao comandante, e abaixo destes há o líder de time veterano, que supervisiona os 8 líderes de time em combate. 6 médicos de campo, um número de veterinários (para os cavalos) e 5 oficiais de remuneração compõe a retaguarda dos 10 times.

Seus estábulos possuem aproximadamente 600 cavalos de criação especiais, que são famosos por sua lealdade (eles até mesmo voltam para buscar seus cavaleiros[3]), velocidade, estamina e temperamento calmo.

Armamento

Atualmente, o equipamento de manobra 3D é a arma principal do corpo de investigação e de fato, no período entre sua invenção e a destruição da muralha Maria, apenas a divisão possuía um uso real para o equipamento.[4] No início de sua formação porém, seu armamento constituía-se de uma besta e uma espada de uma mão e, um pouco mais no futuro, de armas de fogo, como pistolas sinalizadoras (que permanecem em uso no presente), mosquetes e fuzis com mecanismo de pederneira. Recentemente, uma metralhadora especial foi adicionada ao arsenal, permitindo a fácil captura de gigantes vivos. Abaixo, armas utilizadas no passado (fileira de cima) e presente (fileira de baixo).

Táticas

Devido à dificuldade de um ser humano de abater um gigante e a facilidade do contrário, os soldados do corpo de investigação precisaram desenvolver táticas de batalha especiais.

Formação primária

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Esquema representando a movimentação da formação RLD.

Criada pelo Comandante Erwin Smith, a formação de reconhecimento de longa distância, que foca-se em evitar confrontos com gigantes. Esta formação reduziu as baixas das missões da divisão em cerca de 30%, e consiste no uso de soldados por áreas extensas, maximizando a visibilidade. Ao avistar um gigante, o soldado deve disparar um sinalizador vermelho alertando o comandante, que por sua vez disparará um sinal verde na direção que o grupo deverá seguir, que será imitado por muitos para que todos vejam.

Ocasionalmente, titãs da espécie estranha entenderão o princípio e atacarão o meio da formação, ação que será respondida com um sinalizador preto, indicando que um time deverá eliminar o alvo o mais rápido possível. A formação em forma de círculo mantém o comandante na frente, soldados de reconhecimento nos arredores e vagões de suprimento no centro, com cavalos reserva entre o centro e as extremidades guiados geralmente por novatos.[3]

Tática de captura

Utilizada diversas vezes recentemente com a demanda de titãs vivos para pesquisa, esta tática foca na emboscada e captura sem que a vida do espécime seja tirada. O grupo de emboscada permanece em um local onde humanos tenham vantagem, como uma floresta (que facilita no uso de equipamento de mobilidade tridimensional) ou local apertado (onde gigantes tenham seus movimentos restringidos), e um esquadrão serve de isca para atrair o alvo até a armadilha. Após a incapacitação do alvo, soldados o cercam para impedir possíveis fugas e preparar o transporte.

História

CultoContraLegião.png

O culto dos gigantes confronta o corpo de investigação em 775.

A data de formação do corpo de investigação permanece um mistério, mas sabe-se que a divisão já existia cerca de 30 anos após a construção das muralhas, participando ativamente na tragédia de Shiganshina do ano 775.[5] Esta tragédia aconteceu após 30 anos de paz e foi mantida em segredo como forma de evitar o pânico, e começou com um confronto entre membros de um grupo religioso e membros da divisão. A líder do grupo era Elena Munsell, viúva de um soldado de investigação chamado Heath Munsell que havia falecido recentemente e tido a cabeça atirada de fora para dentro da muralha Maria. O culto de adoração aos gigantes clamou para que os portões fossem abertos e executaram um oficial do governo que havia caído em uma de suas armadilhas.

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Membros do corpo encontram pilhas de corpos regurgitados pelo gigante.

Por razões desconhecidas, o "sino da liberdade" tocou com a execução do oficial, e o portão foi de fato aberto, deixando um gigante entrar no distrito. O gigante entrou na cidade, matando, devorando e regurgitando um número incontável de pessoas e deixando muitas construções em ruínas. Com as armas da época, pouco pôde ser feito para opor-se ao titã, e a cidade foi destruída rapidamente. Depois de algum tempo, o gigante deixa a cidade misteriosamente (um rumor sobre um grupo de civis que o guiou até fora da muralha se sacrificando é citado, mas improvável[5]). Os soldados Carlo Pikel e Solm Hume se preparam para começar a eliminação das pilhas de corpos semi-digeridos para a prevenção de infecção quando são surpreendidos pelo movimento na barriga de Elena, cortando-a e revelando uma criança, que acreditaram ser um gigante recém-nascido.[5] Ao fim da tragédia, haviam cerca de 5000 mortos e feridos, e mais de 100 casas haviam sido destruídas.[6]

Em algum ponto dos próximos 13 anos, o equipamento de mobilidade tridimensional foi inventado por Angel Aaltonen, e os soldados do corpo de investigação passaram a ter uma chance nunca antes vista contra os gigantes. Nos anos seguintes até a destruição da muralha Maria, a divisão realizou inúmeras expedições para os arredores do território humano, sempre sofrendo terríveis baixas, sendo que de 100 soldados enviados, menos de 30 voltavam.[1] De fato o ataque do "titã colossal" pegou as tropas de surpresa ocorrendo logo após o retorno de soldados de investigação exaustos. No ano seguinte, a muralha Maria foi abandonada, o que causou fome e forçou o rei a ordenar uma medida reparadora, em que muitos cidadãos capazes foram mandados a uma guerra impossível contra os gigantes, que causou a morte de grande parte da humanidade.

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Os gigantes Sonny e Bean sendo capturados por membros da divisão.

Isso permitiu que menos pessoas morressem de fome, e nos 4 anos seguintes o corpo de investigação começou a criar uma rota de Trost a Shiganshina, que lhes custou cerca 90% dos soldados da divisão.[2] Porém no ano de 850 a rota foi completamente inutilizada devido ao selamento do portão após o ataque do gigante colossal em Trost, o que lhes custou a missão. Durante o ataque, o então recruta Eren Jäger se transformou misteriosamente em um gigante, ajudando a selar o buraco na muralha usando uma grande rocha, e a maioria dos gigantes dentro da cidade foram eliminados com explosivos Os remanescentes foram mortos pelos soldados do corpo de investigação, com a exceção de dois que foram capturados vivos e utilizados em experimentos vitais.[7]

Eren é capturado pelo exército e eventualmente levado a julgamento militar, presidido pelo Generalíssimo Darius Zackly onde seria decidido se ele seria encaminhado ao corpo de investigação ou à polícia militar. A polícia iria utilizar Eren em experimentos para descobrir mais sobre os titãs, eliminando-o no momento em que terminassem os testes. Essa era uma medida a ser tomada devido à grande influência política da existência do garoto com a habilidade de se tornar um gigante, já que uma grande parte do público o via como herói. Eren seria proclamado herói de guerra após sua morte nesse caso, decisão à qual o líder de um recente grupo religioso se opôs, declarando que mesmo a existência do garoto era uma blasfêmia contra o "deus" que lhes havia fornecido a proteção das muralhas.

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Cabo Levi pisa na cara de Eren durante seu julgamento.

O corpo de investigação declarou que gostaria que Eren se juntasse a eles, prometendo que utilizariam seu poder para o bem da humanidade.[8] Dúvidas surgiram sobre se Eren era um humano ou titã, e quando sugeriram que Mikasa Ackerman poderia não ser humana também devido ao passado dos dois, o garoto falou tudo o que estava em sua mente. As tropas da polícia militar se preparavam para eliminar Eren pelo insulto, quando Cabo Levi chutou o rosto do garoto, começando a surra-lo sob o pretexto de estar disciplinando-o. Pelo fato de Eren não ter se transformado em gigante e a promessa de Levi de mata-lo se necessário, a custódia do garoto foi concedida ao corpo de investigação. O julgamento foi então adiado para quando voltassem de sua primeira missão.

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O esquadrão chega ao antigo quartel general.

Eren foi transferido até o antigo quartel general do corpo de investigação sob a vigilância de Levi e seu esquadrão de táticas especiais, sendo usado em alguns testes para que os soldados soubessem com o que lidavam e adquirissem confiança. A Líder de Esquadrão Hange Zoë foi a responsável por estes testes, embora no dia anterior aos experimentos, os gigantes capturados Sonny e Bean tenham sido mortos. Um incidente ocorrei durante o tempo em que estavam no castelo, e o segredo por trás do mecanismo de gatilho da transformação foi descoberto, era preciso ter um objetivo em mente. Depois disso, a confiança entre ele e o esquadrão, que era praticamente nula, cresceu.[9]

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A gigante checa a identidade de Armin.

Após a adição de 21 membros na tropa, o corpo de investigação partiu de Karanesu, iniciando a 57ª expedição para fora das muralhas, um rápido teste para a expedição que iria a Shianshina. Utilizando a formação de reconhecimento de longa distância, o corpo de investigação começou a expedição, mas foi eventualmente surpreendido por um gigante diferente dos outros (Armin Arlert constata que o gigante, de aparência feminina e inteligência evidente, trata-se de um humano com poderes similares aos de Eren), que entrou pelo lado direito da formação com uma grande tropa de gigantes do tipo comum e estranho, matando a todos os soldados lá antes que pudessem avisar os outros.[3] A gigante estava na realidade buscando por Eren, mas suspeitando do envolvimento dos "gigantes humanos" na expedição, Comandante Erwin distribuiu diagramas falsos aos novatos, que não indicavam realmente onde Eren se localizava.[10]

Isso demonstrou a sabedoria do comandante, pois ele havia colocado ênfase na possibilidade de morte de novatos em seu discurso, visando minimizar o número de suspeitos. Armin, Reiner Braun (que na verdade era o traidor conhecido como "gigante blindado") e Jean Kirstein tentam diminuir a velocidade da "titã feminina" chamando sua atenção, mas quando conseguem Reiner usa uma tática para contar a ela sobre a localização de Eren (fingindo estar tentando matá-la, ele marca na mão da gigante uma mensagem).[10] A gigante vai de encontro a Eren, Levi e os vagões de suprimento, que adentram na Floresta de Árvores Gigantes, e após diversos sacrifícios da parte dos esquadrões de retaguarda, um grupo de emboscada consegue prende-la. Para prevenir sua eventual captura, Annie chama diversos gigantes para devorarem seu corpo, tendo uma oportunidade de fuga.

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A gigante massacra os membros do esquadrão escolhidos por Levi.

Utilizando equipamento 3D, Annie escapa encoberta pela fumaça e atrai Eren e o esquadrão, agora sem Levi, para uma armadilha. Após abater Gunter Shulz, assume novamente sua forma gigante. O grupo danifica os olhos e músculos de Annie de forma que pudessem matá-la, mas ela regenera um dos olhos em menos de 30 segundos, e morde Erd Gin, causando sua morte.[11] A gigante então corre na direção de Petra Ral, que fica surpresa com a habilidade de Annie de poder priorizar a regeneração de partes de seu corpo, e acaba sendo pisoteada contra uma árvore.[11] Oluo Bozard se prepara para vingar seus companheiros, mas suas lâminas se quebram ao chocar-se com a pele endurecida de Annie, que chuta as costas do soldado, quebrando sua espinha dorsal.[11]

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Levi resgata Eren.

Enraivecido pela morte de seus companheiros, Eren assume sua forma gigante, tendo em mente objetivo de tirar a vida da traidora. Os dois travam uma feroz batalha, que acaba na vitória indiscutível de Annie, que corta a cabeça da forma gigante de Eren e o abduz, prendendo-o na boca e correndo. Mikasa aparece e tenta resgata-lo, logo sendo encontrada por Levi, que se junta a ela. Mikasa contraria as ordens do cabo e tenta matar Annie, sendo salva por Levi, que usa a brecha para resgatar Eren e recuar, retornando a Karanesu.[12] O corpo de investigação monta um plano, já tendo Annie como principal suspeita dos assassinatos de Marco Bodt, os titãs Sonny e Bean e incontáveis soldados[13], e engana a polícia militar dando-lhes a ordem de transportar Eren de Stohess até a capital.[14]

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A segunda batalha entre os gigantes Eren e Annie.

Armin, Mikasa e Eren atraem Annie para um túnel para tentar captura-la, mas ela se transforma no momento em que diversos civis tentam imobiliza-la, matando a todos. Os três fogem pelos túneis até que Eren se transforma, dando início à segunda luta entre ele e Annie.[13] Durante o confronto, Annie tenta escapar escalando a parede[15], mas é detida pelas tropas de investigação, sendo removida do corpo gigante rapidamente e se prende em um cristal virtualmente inquebrável. Quando pedaços da muralha Sina caem, um gigante de cerca de 50 metros de altura aparece dentro dela, de forma que soldados precisam focar-se em cobrir seu rosto rapidamente antes que a luz solar pudesse acordá-lo, preparando reparos na muralha.

Referências

  1. 1,0 1,1 Mangá de Ataque dos Titãs, Capítulo 1.
  2. 2,0 2,1 Mangá de Ataque dos Titãs, Capítulo 21.
  3. 3,0 3,1 3,2 Mangá de Ataque dos Titãs, Capítulo 22.
  4. Mangá de Ataque dos Titãs, Capítulo 17.
  5. 5,0 5,1 5,2 Before the Fall, Capítulo 1.
  6. Before the Fall, Capítulo 2.
  7. Mangá de Ataque dos Titãs, Capítulo 18.
  8. Mangá de Ataque dos Titãs, Capítulo 19.
  9. Mangá de Ataque dos Titãs, Capítulo 26.
  10. 10,0 10,1 Mangá de Ataque dos Titãs, Capítulo 23.
  11. 11,0 11,1 11,2 Mangá de Ataque dos Titãs, Capítulo 28.
  12. Mangá de Ataque dos Titãs, Capítulo 30.
  13. 13,0 13,1 Mangá de Ataque dos Titãs, Capítulo 32.
  14. Mangá de Ataque dos Titãs, Capítulo 31.
  15. Mangá de Ataque dos Titãs, Capítulo 33.

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